terça-feira, 2 de setembro de 2008

GARCÍA MÁRQUEZ

Fermina Daza está de volta!

"(...)Era outra: a compostura de pessoa adulta, os botins altos, o chapéu de velilho com a pena colorida de algum pássaro oriental, tudo nela era correto e fácil, como se tudo tivesse sido seu desde sua origem. Achou-a mais bela e viçosa do que nunca, mais irrecuperável, como nunca, embora não tenha compreendido a razão até notar a curva do seu ventre devaixo da túnica de seda: estava grávida de seis meses. Entretanto, o que mais o impressionou foi que ela e o marido formavam um par admirável, e ambos manejavam o mundo com tanta fluidez que pareciam flutuar acima dos escolhos da realidade. Florentino Ariza não sentiu ciúme nem raiva, e sim um grande desprezo por si mesmo. Sentiu-se pobre, feio, inferior, e não só indigno dela como de qualquer outra mulher sobre a terra."

GARCÍA MÁRQUEZ, Gabriel. O Amor nos Tempos do Cólera.

4 comentários:

Dézinho disse...

Lembrei de uma passagem do livro "Memórias de minhas putas tristes", que dizia: "Vai lá e fode ela até pelas orelhas com essa pica de burro com qe o diabo lhe premiou por sua covardia e mesquinhez." Esse cara é ótimo!
Beijo, mocinha!
=*****************

treta disse...

de todo aquele livro, talvez essa seja a parte q mais me valeu a pena.
foi dita pela sábia puta velha que descobriu o amor com um chinês de pinto pequeno....
= b

:-**********

Anônimo disse...

ave, princesinha..
Amor é incondicional. Não fosse, vida nunca.
Natureza é diversidade. Troca-troca exponencial..
Só o crédulo é castrador.
E teu deus mata para prosseguir!
.. larga desse, menina.,
O mundo é tão bonito. E cada vida é uma só.
Chuta a cartilha e vem pro abraço.
Dessa vez vou apertar. (vou mesmo)
.
a.peste

Ana disse...

largar desse?...
querida peste, a sentença quem me deu não foi eu...
adoraria um abraço.
agora.