domingo, 6 de novembro de 2011

aleatórias

As alcovas não têm janelas

As pessoas se escondem nelas

Estão todas em si centradas

Mas de fora não sabem nada


Nas alcovas medram crianças

Que adultas não vêem nada.

Em seus egos, tão bem centradas!

Na rebarba, sua ignorância.


As alcovas são nossas casas

Nossos vários computadores

Nossas tocas imaculadas

Onde arquivamos dores.


in.: os cadernos para mim mesma


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