terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

a unicidade divina

Sim. Sim. O positivo me invade. É a lembrança de Deus molhando a fronte. Os pés massageando a lama, a fogueira que traz calor, os sonhos da realidade que circunda: estamos todos conectados como células num tecido.

Vejo minha avó tecendo a roca. É a sabedoria em doses homeopáticas: essa que vem dos nossos ancestrais. Eu sei que havia algo sagrado em cada colherada de arroz, em cada movimentar de lenhas. Era lindo. Era amor, mesmo o frango que morria, era amor.

Eu sei que não preciso mais temer a solidão, pois é somente ela que existe. Minha avó sabia. Talvez soubesse ainda mais no dia de sua morte.
Estou cheia. É imenso. Graças a Deus.


in.: os cadernos da chapada, vol II - Cavalcante

2 comentários:

dom noronha disse...

eu também sei.
é bom saber que você começa a perceber a plenitude, a interação.
você ainda vai descobrir que a aparente solidão é apenas reflexo do que entendemos por individualidade. é somente a nossa incompetência em perceber as células ao lado, suas vibrações com o divino, a inexistência real de espaços vazios.
não existe vazio. a plenitude a tudo alcança e nos abarca.
a Vó não findou; apenas passou para o lado onde a luz apaga a solidão...

Patrícia disse...

knowledge is inner

soul