1 - Escreva o amor
2 - Cheire o amor.
3 - Beije o amor.
4 - Morda o amor.
5 - Jogue fora o amor, antes que seja tarde e ele te jogue fora.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
direto do forno
A CAMA DOS ASTROS
O corpo lindo da noite de roupa negra no escuro
Tocando o corpo do dia
Manto azul celestial
Na sua face de Lua a noite pálida sua
Na sua face de dia o Sol esquenta e urra
Luz me conduz
pelos olhos
Sou essa água
nos seus lábios
E assim
para mim
mesmo aqui
Há um fim.
O corpo lindo da noite de roupa negra no escuro
Tocando o corpo do dia
Manto azul celestial
Na sua face de Lua a noite pálida sua
Na sua face de dia o Sol esquenta e urra
Luz me conduz
pelos olhos
Sou essa água
nos seus lábios
E assim
para mim
mesmo aqui
Há um fim.
domingo, 29 de julho de 2012
"deus"
deus
é o sonho cantado em hinos ancestrais
que
se fazia carne junto aos mortais
que
se comia chuva
cantando
poesias
ecoando
cacofonias
entoando
esperanças
nos
braços do vento.
o
dia que se fazia noite
produzindo
o relento
a
lua que beijava o céu
onde
o canto dos índios soava
a
abelha produzindo o mel
na
flor onde a dor deitara
tudo
isso deus.
o
som que soou primeiro
as
primeiras pessoas,
adão
e eva ou não
quaisquer
os nomes,
mas
as primeiras pessoas.
nelas
soprou o verbo de deus,
e
ele era o princípio,
cantou
como um hino
sem
começo nem fim
amou
como um menino ao abraçar o sol
e
estará lá quando a morte morrer.
quando
não houver mais poesia.
in.: cartas p/ amarante, março/12
sexta-feira, 27 de julho de 2012
ARTHUR, Robert
“(...) O indivíduo,
que tinha se colocado no caminho de Sam de maneira nada convencional, vestia
roupa de corte sóbrio, com uma capa antiga sobre os ombros e um chapéu mole e
escuro sobre os cabelos brancos. Sorriu a Sammuel Shay com aparente inocência e
falou com voz suave e amistosa:
- Boa-noite,
Sam – disse como alguém que se dirigisse a um conhecido que não via há muito
tempo – Aposto que você não sabe quem eu sou.
Mas Sam Shayy,
com a mão direita segurando a forte bengala de espinheiro com que sempre
andava, não ia cair na armadilha. Tinha visto a sombra de um carvalho
transformar-se num homem, e isto, para dizer o mínimo, era inusitado.
- Ora! –
proclamou ousadamente – Tenho cem dólares no bolso, e aposto, contra um só, que
você é Satã.
Satã – porque a intuição
de Sam não lhe tinha falhado – mostrou uma expressão de desprazer ao usar a
feição bondosa que tinha assumido para aquela visita. É que ele também tinha
ouvido o que Shannon Malloy dissera a Sam – que ele podia fazer três apostas
com o Diabo e ganhar todas elas. E com a curiosidade despertada, o Diabo viera
para testar a habilidade de Sam, porque ele mesmo gostava de jogar, apesar de
ser mau perdedor.
A expressão,
porém, desapareceu num instante, e o sorriso gentil voltou: o velho cavalheiro
enfiou a mão debaixo da capa e tirou uma carteira que estava agradavelmente
recheada, embora fosse de um couro cuja aparência Sam não apreciava.
- Pode ser,
Sam – Satã replicou jovialmente. – E se sou, devo-lhe um dólar. Mas tenho aqui
mais cem que dizem que você não pode provar isso.
E esperou
muito contente, porque esta era uma aposta que tinha deixado perplexos muitos
filósofos eminentes em séculos passados. Mas Sam Shay era um homem de ação, não
de palavras.
- Está feito –
concordou imediatamente, e ergueu o bastão de espinheiro acima da cabeça – Eu simplesmente
lhe baterei na cachola, uma ou duas vezes. Se você for um cidadão honesto,
ficarei com sua carteira, e se você for Satã, ganharei a aposta. Você não
poderia deixar um homem mortal dar-lhe uma surra e ainda olhar-se no olho – uma
realização bem caracteristicamente sua. Logo...
E Sam deu-lhe
uma porretada tão forte que sibilou.
Uma chama
sulfurosa estalou do cerne do carvalho, e a bengala de espinheiro fragmentou-se em milhares de pedaços que voaram
silvando pelo ar afora. Sam sentiu uma dor forte braço acima, um formigamento,
uma sensação de amortecimento, que se estendia para o ombro. Mas, esfregando o
pulso, ficou muito satisfeito.
Mas Satã não
estava. Em sua raiva, o pequeno velho cavalheiro tinha dado um pulo, até pairar
quatro metros acima, e agora parecia muito mais terrificante do que benigno.
- Você ganhou,
Sam Shay – disse-lhe Satã acrimoniosamente. – Mas ainda há uma terceira aposta
a ser feita. Sam sabia que isso era verdade, poque somente numa ocasião dessas é
que o diabo se mostrava a um mortal, o infeliz que precisava ganhar três
apostas dele, para livrar-se de sua influência. – E desta vez, vamos aumentar a
aposta. A sua alma contra o conteúdo desta carteira, como você não pode ganhar de
mim novamente.
Sam não
hesitou. Tinha de apostar, quisesse ou não.
- Feito –
respondeu. – Mas eu preciso dizer qual é a aposta, já que você disse quais eram
as outras. É a minha vez agora.
Foi Satã quem
hesitou, mas o direito e a lógica estavam com Sam. Por isso, assentiu:
- Então diga
qual é – ordenou, e sua voz era como o troar de um trovão, além do horizonte.
- Ora, veja só
– disse Sam com um sorriso impudente – Estou apostando que você não tem a
intenção de que eu ganhe esta aposta. (...)
in.: Satã e Sam Shay
terça-feira, 17 de julho de 2012
sem título
Não existem vencedores
Pois todos somos vencedores
A vida não é um jogo
Pois todas as vitórias já são nossas
Os sonhos não serão dores
As lágrimas trarão amores
O travesseiro, então tão macio
Quanto o colo de nossa mãe
Todas as vitórias são nossas
E nosso adversário felino
Olha-nos de frente ao espelho.
Todas as vitórias são nossas
Assim que suplantamos nós mesmos.
Pois todos somos vencedores
A vida não é um jogo
Pois todas as vitórias já são nossas
Os sonhos não serão dores
As lágrimas trarão amores
O travesseiro, então tão macio
Quanto o colo de nossa mãe
Todas as vitórias são nossas
E nosso adversário felino
Olha-nos de frente ao espelho.
Todas as vitórias são nossas
Assim que suplantamos nós mesmos.
In.: Os Cadernos da Chapada, 15-07-12
segunda-feira, 18 de junho de 2012
DAS EMOÇÕES HUMANAS
A astúcia é qualidade rara
Dos espertos.
Dos humildes, guardo a ingenuidade.
E nos poetas a paixão
É tão feroz a ponto de rasgar o peito.
O amor que é a grande ventura
Dos humanos.
Nos irascíveis, guardo o ódio.
E dos amigos quero guardar
A sinceridade do olhar.
Nos invejosos, vejo a cegueira de gerações
E nos arrependidos
Ouço a singela música do perdão
E o amor é a grande aventura
Nossa.
A harmonia, eu agora a vejo só nos pássaros.
Enquanto isso, hoje em dia,
A honestidade é artigo raro
Que eu não sei onde comprar
E nos mercados qualquer pessoa
Pode adquirir vaidade.
Dos clientes, guardo primeiramente o lucro.
Mas o amor é, de longe,
O grande acontecimento da vida.
Dos que amam
Só quero guardar
Amor.
Dos espertos.
Dos humildes, guardo a ingenuidade.
E nos poetas a paixão
É tão feroz a ponto de rasgar o peito.
O amor que é a grande ventura
Dos humanos.
Nos irascíveis, guardo o ódio.
E dos amigos quero guardar
A sinceridade do olhar.
Nos invejosos, vejo a cegueira de gerações
E nos arrependidos
Ouço a singela música do perdão
E o amor é a grande aventura
Nossa.
A harmonia, eu agora a vejo só nos pássaros.
Enquanto isso, hoje em dia,
A honestidade é artigo raro
Que eu não sei onde comprar
E nos mercados qualquer pessoa
Pode adquirir vaidade.
Dos clientes, guardo primeiramente o lucro.
Mas o amor é, de longe,
O grande acontecimento da vida.
Dos que amam
Só quero guardar
Amor.
19-05-12
domingo, 3 de junho de 2012
O Progresso da Desordem ou a Herança do Colonizador
Eu sou o jovem viciado em heroína
Que pelas ruas de Oslo vive
Em busca do próximo tiro.
Eu tenho no olhos o horror nativo
De ter crescido sozinho na selva
De mim mesmo.
É esse o contexto:
Ando pelos parques e pelas ruas
Que falam norueguês
E tudo que me preenche
É a busca pelo próximo tiro.
Estou magro porém não rendido.
Estou viciado mas não morto.
Carrego meu corpo por ruas que nunca vi
E azulo meus olhos nos azulejos
Tristeza cinzenta no inverno que chega.
A heroína nauseabunda!
Essa Europa que me habita
A jovem portuguesa que abre as
Pernas para o inglês traiçoeiro
Que come francesas na ceia.
Eu sou essa holandesa
E sou essa patética Finlândia
Onde o fim nasceu e cresceu.
Eu sou esse antigo espírito viking empreendedor
Que lapidou a África
E derramou sangue
Nos desertos e sertões.
Que moveu os Lusíadas pela mão de Camões
Que exaltou Aquiles
Que matou milhões
Que lotou naus e que enganou
Em escandalosas proporções.
Eu sou a dor dos índios
E o choro das índias
Na terra amada
Que me abraçou
E que eu traí.
Vera Cruz que construí,
Judas que sou,
Em ti meu sangue germinou, Brasil.
Nasceu poemas nas caatingas
E canções habitaram os pampas.
As motoserras rugiram na mata.
No final daquele século,
Vieram as máquinas escravizar os trabalhadores.
Um século depois, ainda reinavam os coronéis
Que herdaram meu patriarcado: triste quinhão de brasileiro.
Eu sou a herança vergonhosa do colonizador ignorante.
Perdido, sou apenas um viciado
A procura do próximo tiro
Pelas ruas de heroína
Esperando a próxima Oslo.
A europa fragmentou-se
No meu progresso da desordem
A europa fragmentou-se
No meu progresso da desordem
in.: os cadernos p/ mim mesma
maio/2012
sábado, 2 de junho de 2012
30-04-12
Oposto a meu caminho
Diviso um ninho de espinhos.
Em poucas folhas verdes,
Estórias de ferimentos.
No rosto me bate o vento
Roubando a feição da face
Levando o mau sentimento
Oposto a meu caminho
Às sombras do esquecimento.
Diviso um ninho de espinhos.
Em poucas folhas verdes,
Estórias de ferimentos.
No rosto me bate o vento
Roubando a feição da face
Levando o mau sentimento
Oposto a meu caminho
Às sombras do esquecimento.
terça-feira, 22 de maio de 2012
O Menino Que Pôs Saias
O corpo tinha sexo: masculina.
Mas a criança do primeiro berro
Sexo não tinha: era criança.
Posto que criança, corria a amplidão,
Empinava pipas e quebrava brinquedos - sem querer.
Era criança e assim cresceu - foi menino
Até sua primeira menstruação.
Imagine a ira da masculinidade ferida
Orgulho castrado descendo sangue abaixo.
Aberração na poesia afora.
Menino então pôs saias
E continuou a beijar meninas
Mesmo usando absorventes uma vez por mês.
Mas a criança do primeiro berro
Sexo não tinha: era criança.
Posto que criança, corria a amplidão,
Empinava pipas e quebrava brinquedos - sem querer.
Era criança e assim cresceu - foi menino
Até sua primeira menstruação.
Imagine a ira da masculinidade ferida
Orgulho castrado descendo sangue abaixo.
Aberração na poesia afora.
Menino então pôs saias
E continuou a beijar meninas
Mesmo usando absorventes uma vez por mês.
sábado, 12 de maio de 2012
exorcismo derradeiro
Hoje é que são outras: estou tentando controlar as emoções, e a saída é mergulhar num conformismo que faz tudo perder a cor. Procuro enfadada o charme dessa vida em preto e branco tomando expressos e ouvindo músicas espirituais. Um ponto de macumba aqui, um hino ayahuasqueiro ali, um nashid islâmico acolá, um gospel e um mantra pra finalizar. Qualquer mensagem de força dos mundos benfazejos do espírito, pois as sombras que me tomavam vez ou outra vêm tenebrosas povoar meus pensamentos, a tristeza impera, o ódio ecoa, o rancor se aprofunda. Cuspo na cara do meu pai, fujo da minha responsabilidade de filha, onero o patrimônio de minha memória às custas do meu próprio pesar.
E todos meus atos soarão pela eternidade afora, imutáveis, inapagáveis. Então preciso controlar as emoções, essas irracionalidades ancestrais que carrego em meu sangue. Essas catarses animalescas que sinto no correr das lágrimas e no timbre dos sorrisos. Estou a desvendar faces minhas que nunca imaginei ter. Horrores
absurdos diante do espelho. Meu desafio maior é carregar o fardo cármico de meu eu desconhecido.
Dói a conformidade. Ela traz serenidade mas está encharcada de melancolia.
Dói a conformidade. Ela traz serenidade mas está encharcada de melancolia.
Procuro a indagação, novamente:
Como saber a próxima pergunta?
Ah, meu ser incessável,
Minha ansiedade insaciáve!
O beijo, a véspera do escarro,
não deve mais haver.
A boca se fecha calada
Esperando finalmente
O seu alvorecer.
O sol se põe para todos.
in.: cartas p/ amarante
sexta-feira, 11 de maio de 2012
O Meu Erro
A raiva da minha escrita é a
Ira contra mim mesma.
Eu me fazendo presa
Nessa jangada vacilante.
Eu, esse ser trotante
Essa podridão seca,
Esse tempo ruim que se vai, embora
Bela criatura humana
Certa, errada, mundana
Juventude que emana
De um ser que se desfaz em rugas;
Uma amante errando pelas ruas,
Uma serva da paixão indrédula
A profetizar sonhos equivocados.
Eu, esse trem de ferro.
Cor que se enferruja
No morrer do velho:
Amanhã eu serei eterno.
Hoje sou o erro.
Ira contra mim mesma.
Eu me fazendo presa
Nessa jangada vacilante.
Eu, esse ser trotante
Essa podridão seca,
Esse tempo ruim que se vai, embora
Bela criatura humana
Certa, errada, mundana
Juventude que emana
De um ser que se desfaz em rugas;
Uma amante errando pelas ruas,
Uma serva da paixão indrédula
A profetizar sonhos equivocados.
Eu, esse trem de ferro.
Cor que se enferruja
No morrer do velho:
Amanhã eu serei eterno.
Hoje sou o erro.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
DE MIM PARA COMIGO MESMA
Não! estou renascendo.
Sou eu e mais ninguém.
Sozinha no mundo da mocidade
Trazendo no peito toda a potência da vida:
Coração que pulsa valente
Amor que se faz presente
De mim para comigo mesmo.
A esmo: eu que me encontro
Nesse deserto de oásis só meus.
Avistei amigos
Rostos sentados
Fotos que se vão.
Belos sorrisos
Outros amados
Pedras no coração.
Todos se foram.
Todos virão.
Amor! A flor da amizade!
Deveria ser esse o título
Desse poema desencontrado.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
PEDRA EM PEDAÇO DE PAPEL LARANJA
A minha pedra vem enrolada
Num pedaço de papel laranja
Quer pular para o mundo essa cor de raiva
Essa revolta irracional.
Oho pra dentro de mim e me sinto mal
Quanto mal falta para me completar?
Mas, no descampado do bem,
Fulgura pequena a bandeira do amor.
E meu orgulho fraqueza fraqueja:
Eu mesma: suja como a criança que nasce
Junto às fezes da mãe.
A face do amor fulgura
E a mão da enfermeira a minha vergonha cura
Nas águas correntes da vida que se reinicia.
Estou viva: começa aqui a verdadeira luta.
A minha pedra vem enrolada
Num pedaço de papel laranja
Essa revolta irracionall
Que trago comigo mesma.
Engulo o meu medo
E finalmente digo:
Eu sou o erro.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
A ROUPA DO CORPO
Grosseria minha seria
Começar essa glosa toda
Com toda a... ironia!
De quem já está bem morta.
Nada: estou viva!
Tão extensa quanto a pedra
Tão imensa como a árvore
Tão amada quanto a carne.
Como vale uma alegria?
É um preço que não tem números.
Uma coisa que se ri consigo.
Uma imensidão de amor...
Rá! Estou viva! É o sol! É a árvore!
É a sombra da música em torno de tudo.
É a luta do bem contra ... si mesmo!
É a roupa do corpo descarnando a alma.
Começar essa glosa toda
Com toda a... ironia!
De quem já está bem morta.
Nada: estou viva!
Tão extensa quanto a pedra
Tão imensa como a árvore
Tão amada quanto a carne.
Como vale uma alegria?
É um preço que não tem números.
Uma coisa que se ri consigo.
Uma imensidão de amor...
Rá! Estou viva! É o sol! É a árvore!
É a sombra da música em torno de tudo.
É a luta do bem contra ... si mesmo!
É a roupa do corpo descarnando a alma.
domingo, 18 de março de 2012
pensando em donato
longe de nós sermos perfeitos: quantas vezes erramos! eu tou assim: errando agora mesmo, tão triste, perdida, desenganando a vida, sinistra visão do amanhã escuro. e nos sonhos sou orgasmos, reinos mágicos, alegrias inestimáveis, curas eternas na mansa imensidão da felicidade de um buda. e nos dias, a mesma inumana exaustão: o mundo e seu meio termo do tédio: sem remédio, só esse dia que passa, esse cotidiano morno, coisas de quem não sorri demais e nem se entrega a prantos.
que somos? senão planos. algo que se desrealiza nesse exato momento.
então não percamos tempo! o vento já veio foi de longe, com notícias antigas. viremos o barco na direção do mar e furemos a maré baixa: todos os oceanos nos esperam.
que somos? senão planos. algo que se desrealiza nesse exato momento.
então não percamos tempo! o vento já veio foi de longe, com notícias antigas. viremos o barco na direção do mar e furemos a maré baixa: todos os oceanos nos esperam.
in.: as mensagens do facebook
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
poema de bar
Ah. Tinha cerveja no meio
E tudo era um enleio
Correndo nas veia afora.
Ah, dor que não se demora!
Paz que quer pernoitar!
O amor é uma nota plena
Correndo menor no ar.
O bar! O bar!
Onde mais noitear
Senão nesse mar!
Bohemia minha
Num copo que não quer secar!
E tudo era um enleio
Correndo nas veia afora.
Ah, dor que não se demora!
Paz que quer pernoitar!
O amor é uma nota plena
Correndo menor no ar.
O bar! O bar!
Onde mais noitear
Senão nesse mar!
Bohemia minha
Num copo que não quer secar!
in.: os malditos cadernos do nordeste
domingo, 25 de dezembro de 2011
a comédia trágica
sonhos de seda rasgados
corações violados
em cima do rosto lágrimas
caminhos de rosas secas
roupas manchadas de sangue
a violência da ardência da paixão desvairada
correndo nítida nos fluidos do meu ventre
para sempre: nua e só.
crua como a carne que sou forçada a engolir:
o amor do meu tempo é uma farsa teatral.
e eu sou comédia.
in.: os cadernos do facebook
sábado, 24 de dezembro de 2011
O FANTASMA
Sonho. E no sonho me despedaço.
Há abismos entre os espaços
E cascatas onde correm erros.
Desconexão divina nos meus astrais
Há mulheres em meus sexos
E oceanos onde vagam mágoas.
Pecados coroados em folhas de jornais.
Sonho. E no sonho não sou eu
Mas ele. O grande Outro meu.
Nas brenhas escuras do meu ser
Escondido de mim vil inimigo:
O fantasma de todas as minhas perdas
Assombrando meu sono agitado.
Sangro sonho adentro e ainda sigo.
Sonho. E no sonho me arrependo.
Há pesar quando relembro.
Olhos que me viravam as costas
Sentimento pouco se dissipando
Era gozo, era carne e lágrima.
Ode triste à efemeridade
E eu só que vou despertando.
Há abismos entre os espaços
E cascatas onde correm erros.
Desconexão divina nos meus astrais
Há mulheres em meus sexos
E oceanos onde vagam mágoas.
Pecados coroados em folhas de jornais.
Sonho. E no sonho não sou eu
Mas ele. O grande Outro meu.
Nas brenhas escuras do meu ser
Escondido de mim vil inimigo:
O fantasma de todas as minhas perdas
Assombrando meu sono agitado.
Sangro sonho adentro e ainda sigo.
Sonho. E no sonho me arrependo.
Há pesar quando relembro.
Olhos que me viravam as costas
Sentimento pouco se dissipando
Era gozo, era carne e lágrima.
Ode triste à efemeridade
E eu só que vou despertando.
in.: os cadernos p/ mim mesma
Assinar:
Postagens (Atom)