O LAMENTO DAS COISAS
Triste, a escutar, pancada por pancada,
A sucessividade dos segundos,
Ouço, em sons subterrâneos, do Orbe oriundos,
O choro da Energia abandonada!
É a dor da Força desaproveitada
— O cantochão dos dínamos profundos,
Que, podendo mover milhões de mundos,
jazem ainda na estática do Nada!
É o soluço da forma ainda imprecisa...
Da transcendência que se não realiza...
Da luz que não chegou a ser lampejo...
E é em suma, o subconsciente ai formidando
Da Natureza que parou, chorando,
No rudimentarismo do Desejo!
(...)
ah! vertigem! onde estão meu olhos crianças!?
quinta-feira, 21 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
carta para mininu
Vida em Amor Maior
O som relampejando
Silencioso em meus ouvidos.
Lá vem ela...
A vida procura o calor.
O momento no calor dos corpos.
A vida em seu início.
O momento no encaixe dos corpos.
O mistério.
O som relampejando
Silencioso em meus ouvidos.
Lá vem ela...
A vida procura o calor.
O momento no calor dos corpos.
A vida em seu início.
O momento no encaixe dos corpos.
O mistério.
domingo, 17 de junho de 2007
à espera
carta para C.
"Mesmo na loucura da distância imensa aqui estou eu te querendo com o sorriso aberto. Quero mais é viver esse querer da maneira que ele se apresentar e aqui ele se apresenta pelas linhas. Abraço-te e acaricio-te com palavras, roubo o teu olhar e toco os teus dedos com o papel. Com minhas frases arquitetadas coloco-te dentro de minha casa e te faço minha mulher primeira e te dou-me mulher como sou e olho-te através do ar perfumado ao redor. Os meus significantes aleatórios constroem toda a situação em que por fim nos tocamos por completo quase sem perceber, suavidade pura, carinho extenuante, sede saciada. Através das palavras, benditas palavras, tenho você dentro e ao redor de mim."
sábado, 9 de junho de 2007
Narciso de traços finos e dentes podres
Há momentos em que nos sentimos ótimos e viver é como uma alegria sem tréguas.
Há momentos em que nos despedaçamos em lágrimas e viver é como uma maldição.
Eu me regozijo em ambos os momentos. Nessa minha existência fenomênica única, experiencio minha humanidade em toda sua potência e toda sua decadência. A minha melhor opção é tomar-me nos meus próprios braços. Acabo tendo que me bastar diante do espelho. Se eu reescrevesse Narciso, ele saberia nadar e encontraria no fundo do lago um anel dourado com seu próprio nome escrito.
As pessoas seriam melhores se soubessem e sentissem que Deus é nelas.
(essa última frase vai para A Peste, em especial)
Há momentos em que nos despedaçamos em lágrimas e viver é como uma maldição.
Eu me regozijo em ambos os momentos. Nessa minha existência fenomênica única, experiencio minha humanidade em toda sua potência e toda sua decadência. A minha melhor opção é tomar-me nos meus próprios braços. Acabo tendo que me bastar diante do espelho. Se eu reescrevesse Narciso, ele saberia nadar e encontraria no fundo do lago um anel dourado com seu próprio nome escrito.
As pessoas seriam melhores se soubessem e sentissem que Deus é nelas.
(essa última frase vai para A Peste, em especial)
domingo, 3 de junho de 2007
saudades no divã
A tristeza toma forma... Serenidades.
Espero o inominável... Sem ansiedades.
Um mágico tira as lágrimas da cartola.
Na tela de um computador o confessionário.
Espero o inominável... Sem ansiedades.
Um mágico tira as lágrimas da cartola.
Na tela de um computador o confessionário.
construo-me desconstruindo
sábado, 21 de abril de 2007
...
"Estou desacreditando completamente no amor e tentando me acostumar com o amargo gosto da derrota, derrota esta configurada na quebra de minhas fervorosas crenças na sublimidade e transcendência do amor da carne. Já não tenho mais 17 anos. Já senti na pele a fúria animalesca do desejo puro e gritante que nasce no contato dos corpos. Não preciso mais de versos de amor. Nem sequer acredito mais verdadeiramente neles, apenas os leio e escrevo para embalsamar minha alma com ungüentos feitos de palavras banhadas em inocência. O que é solene é a arte, não o amor. O amor é natural e violento como filho nascendo. O amor é sexo, convivência e oportunidade. E não quero mais falar disso."
TER UM CIGARRO NOS DEDOS
SÓ PRA MELHOR SUPORTAR A SOLIDÃO?
TER UM SER ENTRE OS LÁBIOS
SÓ PRA MELHOR SUPORTAR A SOLIDÃO?
domingo, 15 de abril de 2007
quinta-feira, 12 de abril de 2007
fissura nas vísceras
"O TEU AMOR É UMA MENTIRA
QUE A MINHA VAIDADE QUER."
Cazuza
O nosso amor a gente inveeeentaaa
Tá. Enquanto isso em frente ao comércio fechado há papelões onde homens dormem. Do lado dos que dormem há cachimbos e homens se drogam. Do lado dos que se drogam há uma criança sem calças.
A fumaça que perpassa os caminhos que se cruzam sem querer na madrugada desperta.
As mortes instantâneas a cada segundo.
sexta-feira, 6 de abril de 2007
em algum lugar de março
PRECISO DO CORPO PARA ABRANDAR OS PULMÕES
DO CORPO PARA ESQUENTAR PRECISO
PRECISO DOS RISCOS
PROCURO O CORPO PARA ME ESBALDAR ENTRE OS VÃOS
PROCURO POR LIMITES EM CURVAS
PROCURANDO AS PERNAS
(...)
(enquanto isso, o som tocando só de zueira no c.p. amor e paz e dor e tréguas. fim do desconhecimento.)
DO CORPO PARA ESQUENTAR PRECISO
PRECISO DOS RISCOS
PROCURO O CORPO PARA ME ESBALDAR ENTRE OS VÃOS
PROCURO POR LIMITES EM CURVAS
PROCURANDO AS PERNAS
(...)
(enquanto isso, o som tocando só de zueira no c.p. amor e paz e dor e tréguas. fim do desconhecimento.)
quinta-feira, 5 de abril de 2007
amando
fiz mais uma música de amor.
se o poeta é um fingidor, o cancionista é um ator a caráter.
é assim: você canta para que algum amor imaginário ouça. você interpreta sentimentos que só existem quando se canta.
eu finalmente decidi dar o nome de mulher pra uma canção minha. em tempo: tinha que ser aquele negócio cheio de amor.
aquele negócio de amante amorosa amável amadora.
muito amadorismo mesmo. quando se trata da teresa aqui, sobra amadorismo. vivo cheia de amor pra dar sem nunca ter amado ninguém realmente. porque nunca houve reciprocidade verdadeira naquilo que já senti.
enquanto isso, continuo acreditando que de alguma forma sigo amando, mesmo na falta do desejo do outro.
olha que coisa mais meiga:
AMANDA
Poxa! Esperei tanto tempo para isso...
Quando tenho já não é mais aquilo.
Nada de fantástico e de grandioso.
Só simples, ordinário:
Olha pra mim, meu bem!
Pena! Pois no fundo eu sei que é só conversa.
Para a prática não existem palavras.
Prum instante não bastam só milênios.
Vai, esqueça os quilômetros.
Vem cá me ver, meu bem!
(...)
amanda!
amando, porra.
qto mais amabilidade, mais perdida eu fico.
trem besta, sô!
tinha q ser só teatro?
se o poeta é um fingidor, o cancionista é um ator a caráter.
é assim: você canta para que algum amor imaginário ouça. você interpreta sentimentos que só existem quando se canta.
eu finalmente decidi dar o nome de mulher pra uma canção minha. em tempo: tinha que ser aquele negócio cheio de amor.
aquele negócio de amante amorosa amável amadora.
muito amadorismo mesmo. quando se trata da teresa aqui, sobra amadorismo. vivo cheia de amor pra dar sem nunca ter amado ninguém realmente. porque nunca houve reciprocidade verdadeira naquilo que já senti.
enquanto isso, continuo acreditando que de alguma forma sigo amando, mesmo na falta do desejo do outro.
olha que coisa mais meiga:
AMANDA
Poxa! Esperei tanto tempo para isso...
Quando tenho já não é mais aquilo.
Nada de fantástico e de grandioso.
Só simples, ordinário:
Olha pra mim, meu bem!
Pena! Pois no fundo eu sei que é só conversa.
Para a prática não existem palavras.
Prum instante não bastam só milênios.
Vai, esqueça os quilômetros.
Vem cá me ver, meu bem!
(...)
amanda!
amando, porra.
qto mais amabilidade, mais perdida eu fico.
trem besta, sô!
tinha q ser só teatro?
quarta-feira, 28 de março de 2007
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
olhos em folhas verdes
é assim: insisto em usar roupas velhas, tão apegada fico às histórias que elas contam.
minha maior dor é ser eu mesma. minha outra dor é ter conhecido pessoas. minha terceira dor é saber que sou humana como elas.
"Mas como fazer se não te enterneces com meus defeitos, enquanto eu amei os teus. Minha candidez foi por ti pisada. Não me amaste, disto só eu sei. Estive só. Só de ti. Escrevo para ninguém e está-se fazendo um improviso que não existe. Descolei de mim."
"Há uma canção de amor deles que diz também monotonamente o lamento que faço meu: por que te amo se não me respondes? envio mensageiros em vão. Quando te cumprimento ocultas a face; por que te amo se nem ao menos me notas?"
"Estou cheia de acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei a minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, adivinhando para que oceano perdido vão os meus passos de vida. E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar."
o livro que conta a história de minha vida tem uma narrativa que escorre como água.
No entanto...
a flor morreu seca, pedindo em silêncio a umidez entre os lábios. a umidez que não veio. a umidez que não existe.
fim.
minha maior dor é ser eu mesma. minha outra dor é ter conhecido pessoas. minha terceira dor é saber que sou humana como elas.
"Mas como fazer se não te enterneces com meus defeitos, enquanto eu amei os teus. Minha candidez foi por ti pisada. Não me amaste, disto só eu sei. Estive só. Só de ti. Escrevo para ninguém e está-se fazendo um improviso que não existe. Descolei de mim."
"Há uma canção de amor deles que diz também monotonamente o lamento que faço meu: por que te amo se não me respondes? envio mensageiros em vão. Quando te cumprimento ocultas a face; por que te amo se nem ao menos me notas?"
"Estou cheia de acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei a minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, adivinhando para que oceano perdido vão os meus passos de vida. E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar."
ÁGUA VIVA, Clarice Lispector.
No entanto...
a flor morreu seca, pedindo em silêncio a umidez entre os lábios. a umidez que não veio. a umidez que não existe.
fim.
domingo, 24 de dezembro de 2006
PROCURA-SE
procura-se gertrud.
procura-se a flor do meu coração.
qqer informação sobre o paradeiro da(s) mesma(s), e-mail para: trotamundus@yahoo.com.br
recompensa:
uma noite de prazer na toca da treta.
(maiores detalhes por e-mail)
procura-se a flor do meu coração.
qqer informação sobre o paradeiro da(s) mesma(s), e-mail para: trotamundus@yahoo.com.br
recompensa:
uma noite de prazer na toca da treta.
(maiores detalhes por e-mail)
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
a água que escorre
o livro é inteiro digno de citação.
pena ficar aqui apenas com o primeiro parágrafo.
pena ficar aqui apenas com o primeiro parágrafo.
"É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor de separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio - já estudei matemática que é a loucura do raciocínio - mas agora quero o plasma - quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração. E com uma desenvoltura de toureiro na arena."
LISPECTOR, Clarice. Água Viva.
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
eu perseu
e assim vai.
por favor, leiam clarice.
"Perseu porém não a olhava mais, agora interessado em penetrar a escuridão através da vidraça. Nenhuma mulher receberia o calor de sua alma que ele um dia talvez desse a um amigo. Esquecera a mulher e espiava a noite pela vidraça - instável, silencioso no impermeável. Mas não era apenas uma força cega. Ser um homem guiava-o através do mistério"
por favor, leiam clarice.
"Perseu porém não a olhava mais, agora interessado em penetrar a escuridão através da vidraça. Nenhuma mulher receberia o calor de sua alma que ele um dia talvez desse a um amigo. Esquecera a mulher e espiava a noite pela vidraça - instável, silencioso no impermeável. Mas não era apenas uma força cega. Ser um homem guiava-o através do mistério"
LISPECTOR, Clarice. A cidade sitiada.
sábado, 11 de novembro de 2006
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
o vazio é pleno
então. ela fala do amor de maneira elevada.
"Então era isso o amor por pessoas, reconheceu ela. Também esse amor era claro e inexplicável. Mas bom - pão e vinho e bondade. Sim, sim, ela estava bastante perdida. Bem lhe parecera sempre que antes de mais nada era preciso se perder. Bem sabia que, tentando através da sala de visitas olhar as coisas que existem, não tivera coragem de ser guiada pelos objetos: caíra, sim, porém tivera medo e agarrara-se onde pudera. Se tivesse caído até o fim, saberia que fim de queda era estar sob o céu estrelado? e era ver que o mundo é redondo, e que o vazio é pleno, e que o milho crescendo é espírito."
"Então era isso o amor por pessoas, reconheceu ela. Também esse amor era claro e inexplicável. Mas bom - pão e vinho e bondade. Sim, sim, ela estava bastante perdida. Bem lhe parecera sempre que antes de mais nada era preciso se perder. Bem sabia que, tentando através da sala de visitas olhar as coisas que existem, não tivera coragem de ser guiada pelos objetos: caíra, sim, porém tivera medo e agarrara-se onde pudera. Se tivesse caído até o fim, saberia que fim de queda era estar sob o céu estrelado? e era ver que o mundo é redondo, e que o vazio é pleno, e que o milho crescendo é espírito."
LISPECTOR, Clarice. A cidade sitiada.
ainda perdida por entre os corredores da própria mente
como eu poderia me esquecer de olhar para o relógio no meu pulso direito?
ao ódio deu lugar o amor
e de repente só sobrara inveja
uma inveja má e invencível
e eu nunca mais amaria ninguém
como havia a amado
e nunca mais amaria ninguém
ainda perdida por entre os corredores da própria mente
como eu poderia me esquecer de olhar para o relógio no meu pulso direito?
ao ódio deu lugar o amor
e de repente só sobrara inveja
uma inveja má e invencível
e eu nunca mais amaria ninguém
como havia a amado
e nunca mais amaria ninguém
terça-feira, 24 de outubro de 2006
e o livro sendo escrito
- Tenho que parar de fumar.
- Eu também. Mas enquanto isso não acontece eu vou fumando.
E Marcelo acendeu mais um cigarro. E Lavínia sorriu em mutualidade e acendeu ainda mais um.
- Eu também. Mas enquanto isso não acontece eu vou fumando.
E Marcelo acendeu mais um cigarro. E Lavínia sorriu em mutualidade e acendeu ainda mais um.
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
o perder-se no espelho
Perco-me mais uma vez, cara mia
E perdendo-me penso em você me superando
Em tamanho
E conhecimentos diversos dos meus
E me desprezo ao pensar perder-me assim
Tão pequena e desesperada, quase vil descuidadamente
Nas mãos de sua imagem no espelho.
Nos sonhos de outro deus acreditado.
(p/ j.)
E perdendo-me penso em você me superando
Em tamanho
E conhecimentos diversos dos meus
E me desprezo ao pensar perder-me assim
Tão pequena e desesperada, quase vil descuidadamente
Nas mãos de sua imagem no espelho.
Nos sonhos de outro deus acreditado.
(p/ j.)
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
carta para mais um carneiro
(...)
mais uma vez o tic tac do relógio. A madrugada tocando seus instrumentos. A minha alma única e desconhecida. Minha carne certa, sólida como pedra. O fardo da consciência por sobre as costas de mármore. Caminho no ritmo do tempo, sempre tão intangível mas essencialmente dominante em todos os níveis de pensamento. O sentimento permeando tudo. A certeza do irrevogável destino de tudo: a finitude que necessita solenidade.
Sou eu e meu coração que pulsa pelo poder do universo. Nesse sentido, o amor se expande a todos os níveis também, colorindo vermelho minha forma de pensar. Como ainda mais linda ela seria se pudesse ser minha de corpo, alma e consciência. Seus lábios curvilíneos seriam ainda mais perfeitos e suas manias seriam mágicas. Ainda assim, da maneira que toda ela é, ainda assim sua presença é música para meus ouvidos. Ela única com suas próprias decisões.
E o amor que também acaba é o amor que dura como dízima periódica, o amor que continua pelas reticências afora.
A vida, tão finita. Solenimente a vida eterna e única.
mais uma vez o tic tac do relógio. A madrugada tocando seus instrumentos. A minha alma única e desconhecida. Minha carne certa, sólida como pedra. O fardo da consciência por sobre as costas de mármore. Caminho no ritmo do tempo, sempre tão intangível mas essencialmente dominante em todos os níveis de pensamento. O sentimento permeando tudo. A certeza do irrevogável destino de tudo: a finitude que necessita solenidade.
Sou eu e meu coração que pulsa pelo poder do universo. Nesse sentido, o amor se expande a todos os níveis também, colorindo vermelho minha forma de pensar. Como ainda mais linda ela seria se pudesse ser minha de corpo, alma e consciência. Seus lábios curvilíneos seriam ainda mais perfeitos e suas manias seriam mágicas. Ainda assim, da maneira que toda ela é, ainda assim sua presença é música para meus ouvidos. Ela única com suas próprias decisões.
E o amor que também acaba é o amor que dura como dízima periódica, o amor que continua pelas reticências afora.
A vida, tão finita. Solenimente a vida eterna e única.
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